sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Recordação Perigosa - Mary Higgins Clark


Sinopse
No centro deste romence está Kay Lansing filha de um paisagista da poderosa família Carrington. A mansão da família tem uma capela secreta e um dia Kay com 6 anos descobre a capela. Aí ouve uma discussão entre um homem e uma mulher. O homem chatageia a mulher e diz-lhe que será a última vez. Nessa mesma noite numa festa dada pela família desaparece uma convidada...

Sobre a Autora
Mary Higgins Clark é autora de mais de trinta romances que obtiveram um êxito assinalável, tendo vendido mais de 80 milhões de livros em todo o mundo. O facto de ter sido criada no Bronx e a morte prematura do pai não auguravam boas perspectivas de carreira, mas a autora soube vencer todas as adversidades. Trabalhou como secretária e depois como hospedeira, e depois de se casar dedicou-se à escrita. Com a morte prematura do marido, que a deixou com cinco crianças pequenas para sustentar, a autora investiu na escrita de guiões para rádio, e depois nos romances. Rapidamente tornou-se num dos grandes nomes da literatura de suspense, conquistando os tops de vendas, a crítica e os fãs. Mary Higgins Clark escreve igualmente em parceria com a filha, a escritora Carol Higgins Clark.

Opinião
Este é o 31º livro da autora, que narra a bizarra história de Kathryn "Kay" Lansing, uma bibliotecária que está profundamente empenhada em adquirir fundos para os analfabetos da comunidade.
Ela vive em Nova Iorque e todos os dias viaja para New Jersey onde actualmente trabalha e nasceu.
A narrativa começa quando ela escreve a Peter Carrington, herdeiro de uma enorme fortuna, a pedir que a receba na sua propriedade.
Kay gostaria que Peter Carrington permiti-se que o próximo evento a favor da alfabetização fosse em sua propriedade.
Peter é uma pessoa que está presa ao passado, quando há 22 anos atrás este foi a última pessoa a ver Susan Althorp com vida.
Susan Althorp era filha de uma vizinho e amigo de Peter.
Ao contrário da reputação de Peter, Kay sente-se satisfeita quando Peter aceita recebê-la e ambos se sentem atraídos um pelo outro.
Depois de o evento ter sido um sucesso, Peter e Kay casam-se depois de umas semanas de namoro.
Todas as pessoas por quem Kay está rodeada, especialmente a Avó, pensam que esta acaba de traçar o seu destino, a morte.
 
Enquanto isso, sabemos que esta não foi a primeira visita de Kay à propriedade dos Carrington.
O seu pai, viúvo, jardineiro/paisagista da família Carrington, levou-a à propriedade quando ela apenas tinha 6 anos.
 
Nessa noite, o pai de Kay, teve de ir à mansão verificar se a iluminação estava a funcionar correctamente para o jantar que se iria realizar nessa mesma noite e quando se deu o desaparecimento de Susan Althorp.
Ele não teve outra alternativa senão levar Kay consigo. Sentou-a num banco no jardim onde lhe pediu para que não saisse até ele voltar. É claro que o pedido teve o efeito oposto, ela decidiu levantar-se e ir explorar o "castelo" e tentar encontrar a capela da qual já tinha ouvido histórias. Até que Kay deu com a porta aberta da capela e entrou. Ficou impressionada, até que ouviu vozes de um homem e uma mulher, com medo de ser descoberta foi-se esconder atrás dos bancos.
 
"A mulher estava a pedir dinheiro ao qual ele lhe respondeu que já lhe tinha pago o suficiente" então ela disse: - Esta será a última vez, juro.
E ele disse: - Eu já ouvi essa música antes"
Depois do que o homem disse, Kay já não conseguiu ouvir o resto da conversa, excepto o que a mulher sussurou: - Não se esqueça. E saiu da Capela.
O homem deixou-se ficar ainda por alguns momento e então Kay começou a ouvir muito baixinho o assobiar de uma musica familiar - "Eu já ouvi essa música antes". Quando ele saiu, ela apressou-se a sair porque estava com medo que fosse descoberta e o pai perdesse o emprego.
 
Pouco tempo depois de a menina Althorp ter desaparecido, todos pensaram que o pai de Kay se tivesse suicidado.
Será que ele teve algo a ver com o desaparecimento de Susan Althorp? E Peter Carrington?
Quem mais no seu círculo de amigos lhe poderia ter feito mal?
A mãe de Susan nunca perdeu a esperança, mas o que terá acontecido à filha, culpando sempre o jovem Peter Carrington, que tinha sido visto nessa noite no jardim de Susan Althorp.
 
Rapidamente está de volta o passado, quando um grupo de trabalhadores começam a cavar no lado de fora da vedação da propriedade dos Carrington, devido a uma avaria de gás. Eles acabam por encontrar os restos mortais de uma mulher, que naturalmente devem pertencem a Susan Althorp.
Visto que o corpo do pai de Kay nunca foi encontrado as autoridades começam por toda a propriedade dos Carrington, até que descobrem também os ossos de Mr. Lansing.
 
O desgosto, o caos a angústia e a prisão de Peter Carrington vêm a seguir.
O estado tem o caso e algumas testemunhas duvidosas que irão fazer com que Peter pareça ainda mais culpado. Eles só tinham mantido tudo como está durante estes anos todos porque as provas tinham sido inclonclusivas.
Mas Kay nunca perdeu a fé em Peter e manteva-se sempre a seu lado.
Peter foi preso, humilhado, forçado a ter de usar a pulseira electrónica, ter de pagar milhões de dólares pelas fianças para poder ficar em prisão domiciliária com permissão para ir visitar os seus advogados a Nova Iorque de tempos a tempos.
 
Até ao dia que Kay contrata um detective privado sem Peter saber, mas é nessa altura que Kay vê que poderá ser a solução de ilibar Peter.
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Uma Mansão na Bruma - Elizabeth Edmondson




Sinopse
Uma família excêntrica. Uma casa mágica. Um Verão inesquecível. Nem tudo é o que parece neste cenário idílico. É com surpresa que Cleo recebe a notícia do casamento da mãe e o convite para passar uma temporada na Cornualha, onde irá conhecer o seu novo padrasto, Lord Landrake. Inicialmente, a jovem sente-se intimidada pela imponente mansão da família, mas depressa se rende à sua beleza. Se ao menos a sua relação com os Landrake fosse igualmente simples. Mas o comportamento de Lord Landrake torna-se cada vez mais estranho, e as suas três filhas, as novas irmãs de Cleo, parecem ser infelizes e extremamente maliciosas. Será Fitz, o jovem cunhado do lorde, a ajudá-la a perceber a verdadeira dimensão do passado daquela família. Juntos, estão decididos a descobrir o que se esconde por detrás da teia de mistérios e paixões que envolve Landrake House há gerações. Um romance feito de segredos e pequenos prazeres. Uma história tão inesquecível como as férias de Verão das nossas infâncias.

Sobre a Autora
Elizabeth Edmondson nasceu no Chile e cresceu em Calcutá e Londres, antes de ir estudar para Oxford. Divide actualmente o seu tempo entre Itália e Inglaterra. Está casada com um historiador de arte e tem dois filhos.
Para além de Uma Menina de Boas Famílias, na ASA estão também publicados, com grande sucesso, os seus romances Uma Villa em Itália, A Arte de Amar, A Casa do Lago e Uma Mansão na Bruma.



Opinião
Este livro foi o primeiro que li desta autora e que irei segui-la com interesse.
Este livro descreve-nos uma história dos anos 30, quando os valores morais começam a alterar-se com o fim da Primeira Guerra Mundial.

Tudo começa quando Cleo vai passar o fim de semana à Cornualha a pedido da mãe, onde esta lhe pede um favor, descobrir quem anda a ameaçar o Lord Landrake.

"Cleo é uma jovem modernizada para a sua época, filha de uma actriz e sem pai, conseguiu obter formação académica e trabalhar pela sua independência contrariando os ainda proeminentes conceitos sociais retrogradas que persistem em zonas mais isoladas do seu país de origem, como são exemplo, o papel submisso da mulher na sociedade ou os casamentos entre famílias nobres. Mas, contradizendo tudo o que lhe foi embutido no passado, a sua mãe fez algo impensável, casou repentinamente com um Lord residente na Cornualha que é, nada mais, nada menos, que o oposto de tudo o que a mãe sempre lhe incutiu."

É então que Cleo terá de se esforçar por se dar com a sua nova família onde é indesejada.
Apenas o cavalheiro Fitz se encontra a seu lado, e pronto a ajudá-la.

Quando Cleo se perde pelos enormes corredores da Casa Landrake começa a ter visões e não sabe como agir, até que consegue conversar com Fitz que diz que a sua irmã também via pessoas de uma outra época.

Cleo apesar de ter a sensação de tragédia no ambiente da casa, a cada capítulo vamos desvendando uma história que muito se encontra intocável aos intervenientes.

É na última noite, na noite do baile dos retratos que Cleo se volta perder e entra na zona abandonada da casa e Fitz a encontra e apresenta-lhe o que há anos foi o hospital dos convalescentes da Guerra e ambos descobrem rascunhos das cartas das ameaças a Lord Landrake.

Uma história nos envolve a cada página sempre na espectativa de desvendar o mistério em que a história se envolve.

Fiquei satisfeita pela leitura fluida e por todo o mistério, romance e o fantástico envolvido que a autora conseguiu juntar neste livro.